Que estão sobre nós e fixos na Cruz.
É o carinho deste jovem pela Mãe de Jesus e seu olhar durante a Cruz. Ore ao ler este texto.
"DOIS OLHOS E UM CORAÇÃO DE MÃE DIANTE DA CRUZ" Por Dionatan Lemes
“Pela
Virgem Dolorosa, Vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me meu Jesus”
Neste
período quaresmal, no qual o Senhor nos chama a repensar nossas atitudes e a preparar-nos
para viver mais profundamente este tempo de graça que se aproxima que é a
Páscoa do Senhor Jesus, nos lembramos de tudo aquilo que Cristo sofreu em seu
martírio e crucifixão.
De todos estes momentos quero propor
em focarmos numa outra perspectiva. Havia alguém naquele lugar, que sofria
junto com Jesus, a cada queda e a cada passo. Sua mãe, Maria.
Um dia a jovem Maria, com seu filho
recém nascido nos braços, ouvia do Simeão as seguintes palavras: “uma espada transpassará sua alma”
(Lucas 2, 35). E agora lá estava ela, certamente cansada, após ter feito a
caminhada mais dura de sua vida, sempre perto de seu Filho, sem jamais
desistir, Seus pés deveriam estar doloridos, talvez cheios de poeira. Quem sabe
no seu rosto rolassem inúmeras lágrimas ou seus olhos estivessem
indescritivelmente abatidos.
Como não estarem? Se depois de todo
aquele trajeto, ela estava ali, vendo o fruto de seu ventre, pendendo em uma
cruz. O que será que passava pela cabeça daquela Mãe? Quem sabe, a imagem de seu
Filho desfigurado se misturasse com a imagem d’Ele ainda jovem, aprendendo a
andar ou brincando pela casa. Talvez aquele som daquele lugar, se misturava com
a lembrança da primeira vez que ele lhe chamou de mãe.
E assim, a única dor que ela conseguia
sentir, era a de uma espada que transpassava lentamente sua alma. Ali ela
ficou, esperando, sem perder a esperança, parece que algo naquele coração
suportava tudo, com a segurança de que toda aquela dor uma hora acabaria, seria
um dia de alegria novamente? Onde tudo voltasse a ser como era, com seu Filho
nos braços? Talvez um terceiro dia no qual a alegria ressuscitasse?
Mas ela ainda estava ali, na cruz o
Corpo pendente. Maria recebe seu filho novamente nos braços, como naquele dia
diante de Simeão, e então a profecia se cumpre: Maria, Jesus em seus braços e
uma espada que não se vê. Creio que foi nesse momento, quando depositam o Filho
no colo da Mãe, que Maria sente o fio da lamina fria da espada concluir sua
sina, a alma estava transpassada. Dois olhos sofridos, um Filho morto e um
coração de Mãe atravessado pela dor.
Oremos: Pai, que eu jamais deixe de confiar em Ti, que meu coração seja forte
como o de Maria, que mesmo transpassado pela mais forte das dores, jamais perca
a esperança. Para que eu possa merecer a alegria do terceiro dia. Amém.